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Eu não tenho postado sobre meu tratamento médico, embora não o tenha abandonado. Acontece que não surgiam novidades além da renovação periódica da receita para comprar mais remédios e o tradicional exame de sangue para ficar de olho nos triglicerídeos.

A maioria destes exames têm sido bem burocrática: chegar em jejum de 12 horas, tirar uma ampola de sangue e ir embora. A exceção foi um dia em que o laboratório teve um problema de pessoal e o atendimento demorou bastante, fiquei na espera mais de uma hora.

Por mais que seja incômodo ter os planos atrapalhados pelos problemas dos outros, temos que entender que isso faz parte da vida. Quem nunca perdeu um dia de trabalho por ficar doente, ou pior, por ter que acudir um familiar? Assim como acontece conosco acontece com as funcionárias de laboratório.

O chato é, além da espera por si só, ter de aturar os nervosinhos de plantão. Eles são sempre iguais: fazem muito barulho, estressam os funcionários que já estão sobrecarregados e não cumprem nenhuma das ameaças que fazem na hora do “barraco”.

Neste dia específico a nervosinha era uma mulher irritada por estar de jejum. Por ser baixinha e magrinha ela parecia mais o tipo de pessoa que sofre mais é quando tem de comer, mas mesmo assim ela não parava de repetir a cada reclamação a mesma palavra: jejum, jejum, jejum!

Depois deste dia não tive maiores problemas para realizar meus exames bimestrais, mais isso estava destinado a mudar. E o pior é que dessa vez quem ia sofrer com o “jejum, jejum, jejum” seria eu:

Terça-feira – jejum #1
Dizem que a história se repete. Desta vez, de fato, se repetiu. Após 12 horas sem comer eu chego no laboratório apenas para descobrir que era feriado municipal em minha cidade e o comércio não funcionou.

Como até chegar a outro lugar iria demorar e isso poderia afetar o resultado do exame, acabei deixando para o dia seguinte. Voltei para casa e compensei a frustração comendo o dobro.

Quarta-feira – jejum #2
Com o feriado na terça concluí que o movimento na quarta seria maior. Tive então uma ideia genial: começar o jejum às 2h, assim faria o exame às 14h e evitaria o horário da manhã, que deveria ser mais movimentado.

No dia seguinte voltei e encontrei o laboratório aberto… apenas a recepção, pois a coleta de material se encerrava às 13h. Mais uma vez volto pra casa e vou à forra comendo, desta vez o triplo.

Quinta-feira – jejum #3
Véspera da consulta. Fui fazer o exame mesmo sabendo que dificilmente o resultado ficaria pronto a tempo, mas o pedido da médica tinha prazo e se eu não fizesse agora perderia a validade.

Desta vez tudo aconteceu sem maiores complicações, o único problema é que o prazo oficial do laboratório era de três dias úteis. Eu devia ter feito isso na semana anterior, assim mesmo com o atraso daria tempo.

Sexta-feira – consulta
No dia de ver a médica a surpresa: o resultado do exame já estava disponível na internet. E mais, minha pressão estava controlada e os triglicerídeos quase dentro do ideal.

Saí mais otimista do consultório. A medicação foi mantida e a dieta sofreu poucas alterações. A grande pergunta que ficou mesmo é quando será a próxima vez que eu vou a um lugar só pra dar com a cara na porta…

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