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A vida é cheia de surpresas.

Nós, em nossa arrogância natural, vivemos tirando conclusões precipitadas baseadas em dados insuficientes e suposições que, ainda que pareçam válidas e racionais, muitas vezes nos induzem ao erro.

Eu, tão metódico e analítico, também caí vítima desta armadilha. Ontem fui surpreendido ao constatar mais um erro de avaliação de minha parte.

Explico:

Em abril relatei um presente que comprei para Mahoney, a rottweiler do meu cunhado. Era um brinquedinho de borracha, que ao apertar fazia barulho.

Ela adorou o agrado, e não o largava por nada, foi aí que cometi o erro. Observando que ela tem uma mandíbula capaz de arrancar um braço humano, concluí que o pedacinho de borracha não ia durar nem 24 horas.

Pois aí está ele, sete meses depois:
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Pode ser que esteja furado e rasgado, e que não faça mais barulho algum, mas a Mahoney ainda brinca com ele. Surpreendente para mim, já que eu achava que a esta altura não sobraria nem vestígio.

Mas por que o objeto sobreviveu tão além da expectativa? Será que o material era mais resistente do que eu pensava? ou a cachorra que não era tão forte?

Acho que meu equívoco foi subestimar a capacidade do animal de controlar sua própria força. Quisesse a Mahoney destruir o objeto, não teria durado dez segundos.

Acredito agora que, ao morder seu brinquedo, ela o faça de forma diferente da maioria das coisas (que simplesmente destrói) e o preserve sabendo que se o estragar a brincadeira acaba. Conheço humanos incapazes de tal discernimento.

Pode parecer muita informação para se abstrair de fato tão simples, mas como Miyamoto Musashi dizia: “De uma coisa, aprenda mil coisas”.

Hoje aprendi algo sobre a inteligência dos cães, os brinquedos feitos para eles e, mais especificamente, sobre a Mahoney, que toda vez que é citada no LC o post acaba enveredando por devaneios filosóficos.

O tempo dirá quanto mais aprenderei a partir destas coisas novas.

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