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Esta é a minha coleção de VHS. São mais de 150 fitas contendo filmes, séries, desenhos e eventos; a maioria gravada por mim, mas muitas fazendo parte de coleções de filmes que vinham junto a jornais e revistas.

Ela foi a minha menina dos olhos nos anos 90. Eu, que já tinha espírito de historiador, me sentia na obrigação de ‘registrar’ toda aquela produção cultural para a posteridade e evitar que aquele material se ‘perdesse’.

Eu numerava as fitas e registrava em catálogos (dois) onde informava localização, duração e  sinopse. A cada seis meses passava fita por fita em acelerado para evitar que mofo se formasse na superfície de gravação.

Era um passatempo caro, trabalhoso e consumia tempo, mas valia a pena.

Ou pelo menos parecia valer a pena.

O tempo passou e o VHS foi substituído pelo DVD que, por sua vez, deu passagem ao Blu-ray. É possível converter com um computador com placa de captura (cara) e um videocassete que, até pela raridade de se encontrar um, atualmente custa tanto quanto um Blu-ray.

Além de caro é pouco eficiente, pois a imagem mantém a qualidade do VHS, bem inferior ao padrão atual. Mais vale comprar o DVD ou Blu-ray (para quem tiver), que muitas vezes ainda traz os famosos extras.

Registro para a posteridade? Como eu já havia dito em outro artigo, a própria internet já cumpre esta função. A geração atual não precisa de minhas fitas, ela já tem o youtube.

A verdade é que minha querida coleção, a qual tanto me dediquei, hoje não serve para nada. Ninguém mais tem videocassete, e mesmo que tivesse a qualidade seria baixa, além do perigo constante de enrolar a fita.

Fico então com meu lixo querido ocupando um enorme espaço no armário e aos poucos tomando coragem para jogá-lo, literalmente, no lixo. Enquanto isso procuro repor o conteúdo perdido por outras vias.

Mas a vida é cheia de lixos maravilhosos, a qual damos tanta importância para no fim descobrir que não era nada daquilo. Pena que algumas pessoas não descubram nunca, ou finjam não descobrir.

E você, qual o seu lixo favorito?

Artigo postado pelo celular usando o app WordPress para Android.
Finalmente descobri como fazer acentuação, agora só falta aprender a justificar o texto. Será que descubro até a volta do meu computador?