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Pobres gatos, têm fama de interesseiros.

Dizem que os cachorros são nobres e fiéis, gostam de nós siceramente, como se fossem verdadeiros membros de nossa família.

Já os gatos, felinos de caráter duvidoso, não estão nem aí pra gente e só lembram que existimos quando querem comida.

Quem pensa assim precisava conhecer Mahoney, a cadela que meu cunhado arrumou. Essa não olha pra ninguém que não tenha algo comestível na mão.

Eu sentia saudades do tempo que tínhamos cachorros em casa, quando eu abria o portão e vinham eles a toda disputando quem ia fazer festa primeiro. Achava que com esse novo bichinho de estimação estes tempos voltariam.

Ledo engano.

Mahoney é uma rottweiler bem grande, na verdade mais parece um búfalo. Ela acabou gostando mais de meus pais que de meu cunhado, até porque quem enche o prato dela de ração são eles. Para ela eu e um anão de jardim somos a mesma coisa, talvez ela até goste um pouco mais do anão de jardim.

Neste meio tempo eu continuo minha luta contra os malignos triglicerídeos que não me deixam em paz, mas vivendo em família fica difícil fugir das tentações que, caso morasse sozinho, bastaria não comprar para evitar.

Os biscoitos são uma delas, em casa tem sempre um pacote pronto pra abrir. E lá vou eu, nos intervalos entre as refeições, consumir a minha dose de veneno.

Mas com os limões que a vida me dá eu construo o meu castelo! (Ah?)

Dia desses eu compartilhei um biscoito com a minha querida amiga de quatro patas, ela ficou tão contente que acabei descobrindo como cortar minha cota de biscoitos pela metade: Vou dividir com a Mahoney!

Era o que precisava. A partir deste dia voltei a ser recebido com festa, reduzi o consumo de biscoitos e ainda conquistei uma nova amizade, ainda que por um pequeno preço. E assim é a vida.