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Este artigo é a quarta parte de minhas aventuras na SWU 2011.
Partes anteriores:
Questão de Honra
Jornada para Paulínia
SWU 

Como eu mesmo digo sempre: “O que não tem jeito, não tem jeito.” Se fosse para ver tudo de longe, do telão, melhor seria ter ficado em casa vendo na televisão. Me conformo então em perder metade dos shows e escolho um lugar para ficar plantado pelas próximas 12h, pelo menos.

DOWN
Esta apresentação foi no outro palco, então só vi pelo telão. Não conhecia a banda, apesar de antiga, mas era um som bem pesado. Chegou aos meus ouvidos a notícia de um fã fazendo sucesso com uma máscara de Darth Vader. Só assistindo na TV pra conferir. E a chuva, parou? Não…

311
Nunca tinha ouvido falar dessa banda, mas agora nunca mais vou esquecer. Aparentemente tinha muita gente lá só para vê-los, e durante algumas músicas o público pulava alucinado. Era difícil até me manter de pé no meio da loucura. A sensação era de estar dentro de um liquidificador.

SONIC YOUTH
Acho que os  velhinhos do SY nem sabiam mais em que planeta estavam, seus riffs transcedentais foram pano de fundo para o descanso da sessão anterior. Eu só tinha dançado balançando a cabeça, para me poupar para a hora do FNM e porque tinha me concentrado mais em me defender que no som do 311.

PRIMUS
Outra banda que não conhecia, mas que atraiu público próprio. Nessa hora, além dos loucos pulando desvairados, ainda tinha o pessoal lá de trás que se arremessava para a frente, nos empurrando contra a grade. A impressão agora era de estar numa centrífuga. Será que vim de tão longe pra virar suco?

MEGADETH
Depois de levar o público ao delírio, e eu à exaustão, o Primus sai sem dizer nada, revoltando alguns fãs que esperavam um tchau. Em seguida começou no outro palco a apresentação da tradicional banda Megadeath, esta eu queria ter visto. A chuva, como era de se esperar, não dava trégua.

STONE TEMPLE PILOTS
Finalmente, uma banda conhecida no palco Energia! Foi bem legal o show, o público gritava “STP, STP, STP!“. Alguns roqueiros mais jovens me perguntaram o que significava STP e eu expliquei. Eles não entenderam nada, claro. Até o liquidificador foi mais light, dessa vez.

ALICE IN CHAINS
Me desculpem os fãs do AIC, mas o penúltimo show da noite foi uma tortura. Eu sei que provavelmente esta sensação foi causada pela ansiedade misturada com fadiga, mas a apresentação pareceu durar horas e horas e a música parecia ser a mesma, exceto quando tocaram Man in the box.

Se a espera já não era, por si só, terrível o bastante, ainda vinha um carequinha testar o som dizendo “Oi… oi… oi”, ia de microfone em microfone e dizia “Oi… oi… oi”.  Dois minutos depois voltava ele para mais uma rodada de “Oi… oi… oi”. Os minutos desse show foram os mais longos da minha vida.

A sola de meus pés doía muito, estava molhado até os ossos e o corpo castigado pelas horas de pé e as “agressões” sofridas. Mesmo assim estava melhor que a menina que chegou mais cedo que eu para ver o FNM, passou mal durante o show do Alice e teve de sair minutos antes do show que veio assistir.

Durante o dia, nos momentos de tumulto, eu era empurrado para trás e perdia posições. Quando terminava o show algumas pessoas iam embora e eu retomava, mais ou menos, o meu lugar. Novamente, consegui voltar para perto da grade bem a tempo do Faith No More.

Já passa de 1h da manhã e o Alice in Chains finalmente vai embora. Chegou a hora de fazer valer toda a viagem, a chuva, a espera, o cansaço e a dor. Estou a um braço de distância da grade que me separa do fosso e do palco. Vai começar o verdadeiro momento mágico da “aventura”.

To be continued…