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Este artigo é a terceira parte de minhas aventuras na SWU 2011.
Partes anteriores:
Questão de Honra.
Jornada para Paulínia.

Acho que foi a primeira vez que consegui dormir em uma viagem de ônibus, a poltrona era muito confortável. A caminho de Paulínia fizemos duas paradas: em Resende (RJ) e Roseira (SP). Adoro essas paradas, é tudo muito bom e muito bonito, e se não fosse tão caro eu compraria mais souvenirs.

O interior de São Paulo é bonito de se ver, ruas limpas e bom comércio, pena que não deu para passear pela cidade. O ônibus deve ter chegado ao local do evento por volta de 11h. Como sabia que lá dentro tudo seria muito caro, resolvi comer no Shopping de Paulínia, que ficava ao lado.

Não sei ao certo o quão movimentada costuma ser aquela praça de alimentação, mas suspeito que nos dias do festival as lanchonetes lavaram a égua. Não consegui lugar para sentar, estava sozinho e não tinha quem guardasse para mim,  acabei desistindo e almocei em pé mesmo.

Saindo do banheiro do segundo piso, uma série de pegadas marrons assustava. “Não pode ser, deve ser lama” pensei. Ao abrir a porta uma cena digna do nono círculo do inferno de Dante, rock n’ roll. Acabei ficando 20 minutos na fila do banheiro do primeiro piso, ainda bem que tinha outro banheiro lá.

Era proibido entrar com guarda-chuva no festival. Soube que lá dentro se vendia umas capas de chuva super vagabundas por R$20,00. Acabei comprando uma tão vagabunda quanto por R$10,00 no camelô, sendo que era transparente enquanto a “oficial” era azul.

Fiquei na fila de entrada mais de meia hora e debaixo de muita chuva (olha ela aí outra vez). Tive minha mochila revistada e entrei. Tinha lido que na SWU o chão era asfaltado. Na verdade só tinha asfalto no espaço entre os palcos, o resto da área era o tradicional gramado pisoteado de shows afins.

No caminho dos palcos, muitos quiosques de comida, bebidas e souvenirs. Como sempre tudo era muito caro, a barraca oficial vendia camisetas por incríveis R$80,00! Passei apenas olhando e tirando fotos, tinha também um terceiro palco (New Stage) que estava fadado ao abandono.

Chegar aos palcos principais foi uma caminhada e tanto, o fiz junto a centenas de pessoas e ao som de Eu Quero Vero o Oco dos Raimundos, que se apresentavam. Quanto mais perto chegava, mais alto ficava e mais detalhes se revelavam. Foi um momento mágico, o segundo melhor da “aventura”.

Os dois palcos principais tinham igual importância. Enquanto uma banda se apresentava em um, o outro era preparado para a banda seguinte, de forma que a música nunca parava. O espaço entre palcos dava uma boa caminhada, mas como o público ainda era pequeno, tentei acompanhar os dois.

A seguir, no Palco Consciência, começou a se apresentar Loaded, a nova banda de Duff McKagan, ex-baixista do Guns N’ Roses. Não foi muito bom, Duff gritava “Obrigado, São Paulo” constantemente, desconhecendo estar em Paulínia. Só valeu por algumas músicas do Guns que a banda mandou.

Depois, novamente no Palco Energia, foi a vez do Black Rebel Motorcycle ClubDessa banda vi pouco, pois fui comprar um refrigerante e bebi comendo os biscoitos da Praça XV. O interior de minha mochila virou um pântano de água da chuva que infiltrou misturada com biscoitos que caíram do pacote.

Nesse momento percebi um problema: não parava de chegar gente e o local estava ficando cheio demais. Pelo que soube, nesse dia, foram aproximadamente 70 mil pessoas. Vi que se eu continuasse a revezar entre os shows para assistir tudo não conseguiria mais ficar perto do palco.

Assistir à distância, pelo telão, era bem pior e muito mais caro que ver pela TV. Para ver o Faith No More de perto vi que teria que ficar no Palco Energia, mas em compensação perderia metade das bandas, que iam se apresentar no Palco Consciência. E agora, o que fazer?

To be continued…