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Curioso como os desenhos japoneses fazem tanto sucesso no Brasil, enquanto os filmes são totalmente ignorados. Felizmente, desde que contratei TV por assinatura, passei a ter contato não só com o cinema nipônico, mas como do mundo todo, pelo canal Cinemax.

O nível do cinema asiático – em especial o japonês – subiu imensamente nos últimos anos, tanto que várias de suas produções foram ou estão sendo refilmadas por Hollywood. Posso afirmar que se eu fizesse hoje um Top 10 dos filmes da minha vida, pelo menos um deles seria nipônico.

Recentemente assisti mais um desses filmes: Boneca Inflável (Kûki Ningyô / Air Doll, 2009), dirigido por Hirokazu Kore-eda e lançado durante o 62º Festival de Cannes. A trama é uma versão da história de Pinóquio, onde uma boneca (neste caso uma love doll japonesa) ganha vida e procura seu lugar no mundo.

A boneca Nozomi (Doona Bae) à noite serve sexualmente a seu dono Hideo (Itsuji Itao) e durante o dia se aproveita de sua ausência para explorar a cidade, conhecendo o melhor e o pior da vida humana. Ela até consegue emprego numa locadora, onde conhece Junichi (Arata), a quem se afeiçoa.

Apesar da protagonista ser um objeto sexual, o filme não é erótico. Trata-se de um drama existencial que fala do vazio e da solidão humanas, em especial na vida urbana, um tema recorrente no cinema oriental.  O filme também sofreu críticas por ser um pouco longo demais, com duração de 125 min.

Boneca Inflável tem sim nudez, e o bumbum de Bae é digno de uma brasileira, mas se o que você quer é sacanagem este filme não é para você. Talvez um pouco de familiaridade com a cultura japonesa seja necessária para a melhor apreciação, mas mesmo assim é um bom filme e vale a pena conferir.

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