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Tendo nascido nos anos 70 posso me orgulhar em dizer que vivi a ‘era de ouro’ do videogame. Joguei muito Atari, pulei a era 8 bits, aproveitei um pouco o Super Nintendo e muito o Playstation, ao mesmo tempo em que nunca deixei de frequentar o fliper da Rodoviária da Pavuna.

Mesmo que depois dessa época eu tenha quase que me ‘aposentado’ dos jogos eletrônicos não posso negar as madrugadas que passei em frente à telinha e a influência que elas tiveram em minha infância, juventude e na formação do adulto que vim a me tornar.

Esta lista em nenhum momento almeja se fazer de lista dos ‘melhores jogos de todos os tempos’ ou algo semelhante. Trata-se apenas da lista dos games que mais me divertiram, influenciaram e consumiram meu tempo até hoje. A escolha foi difícil, mas o resultado é esse:

10- The Sims (Maxis/PC) 

 Após sair dos círculos de Monster Rancher, The Sims foi o jogo que me manteve conectado ao conceito de comunidades. Eu participava de fóruns, baixava conteúdo e cheguei até a participar de um dos muitos Big Brothers que eram feitos onde um organizador colocava um grupo de sims representando membros do fórum e deixava as relações que eles desenvolviam espontaneamente decidir quem ia para o ‘paredão’ ser votado pela comunidade.  Mas a maior vantagem de The Sims era poder baixar as skins na net e colocar qualquer celebridade ou personagem dentro do mundinho que você criava. Acabei não sendo fã das sequencias por nunca ter um computador com a capacidade necessária para rodá-las.

9- Mugen (Elecbyte/PC)

  Eis outro jogo de pc com amplas possibilidades de customização. Mugen é um jogo de luta onde você pode alterar não só os lutadores, como cenários, barras de energia, sons e efeitos visuais. Outras vantagens incluem lutas cooperativas de até 4 a 4 estilo King of Fighters ou 2 a 2 com todos os lutadores na tela ao mesmo tempo. Mas o ponto alto são os personagens adaptados pelos usuários. O Mugen permite um torneio de Marvel vs Street Fighter vs SNK vs Mortal Kombat vs Os Simpsons vs Tartarugas Ninja vs qualquer coisa que você puder imaginar. Durante anos a Elecbyte esteve fora de ação e o jogo ficou na mão dos fãs. Agora que a empresa voltou sabe-se lá o que o futuro trará.

8- Tenchu – Stealth Assassins (Acquire/Playstation)

 Pode-se dizer que Tenchu é um Metal Gear Solid que se passa no Japão feudal. Graficamente é bem inferior a MGS, mas a Acquire conseguiu imprimir ao jogo um clima fiel ao espírito do bushido. Destaques para a fase onde, ao se derrotar o chefe, ele pede licença para para cometer seppuku e Rikimaru se oferece para ser o seu kaishaku; e para o fim onde Rikimaru acaba sacrificando a vida para salvar a filha raptada de seu mestre. Com o sucesso do jogo a empresa inicialmente solucionou a ausência do personagem principal fazendo uma prequel, mas ele eventualmente foi ressuscitado em jogos subsequentes (de outras produtoras), estragando o significado do sacrifício.

7- Pokemon Emerald (Game Freak/Game Boy Advance)

 A franquia Pokemon é estigmatizada como ‘coisa de criancinha’, mas na verdade é a série de jogos mais interessante e divertida para consoles portáteis. A parte RPG é até fácil demais, mas o jogo mesmo se concentra na interatividade entre jogadores. Capturar ou criar seu pokemon, treinar corretamente e escolher os golpes, montar um time eficiente e preparado para todas as eventualidades e depois enfrentar milhares de possíveis adversários através da internet. Escolhi a versão Emerald para representar a franquia por ter sido a mais completa. Eu tenho uma história em testemunhar e filmar torneios oficiais nacionais de Pokemon, mas sobre isso falarei em outro post.

6- Final Fantasy 7 (Squaresoft/Playstation)

 Outro jogo discriminado, desta vez por sua fanbase fanática e inconveniente. Na época do SNES eu evitava RPGs por não dominar o inglês o suficiente, comecei então com esse grande clássico do Playstation. Depois de terminar a primeira vez soube que zerando com todos os personagens no nível 100 a batalha final seria mais difícil. Consegui fazê-lo e tenho gravado em VHS juntamente com as batalhas contra o Ruby Weapon e Emerald Weapon esperando apenas o dia que poderei capturá-las para o computador e eternizá-las no Youtube. A morte de Aeris foi realmente uma cena emocionante e os minigames de Gold Saucer eram mais divertidos que certos jogos do PS1.

5- Darkstalkers 2 (Capcom/Arcade)

 Este era um jogo difícil de encontrar no Brasil, eu literamente percorria distâncias para jogá-lo. Protagonizei batalhas titânicas contra os maiores ‘viciados’ locais de cada fliper da Baixada e Zona Norte do Rio. O jogo surgiu logo depois de Street Fighter 2 mas tinha gráficos muito mais fluídos, estilo desenho animado. Os comandos eram similares a SF2. O estilo acabou se tornando marca registrada dos jogos de luta da Capcom (gráficos bonitos e comandos fáceis de executar) mas os personagens acabaram ficando mais famosos fazendo cameos em outros jogos, especialmente da série Versus. Eu joguei mais o 2, mas o 3 também foi muito bom e teve um ótima conversão para PS1.

4- Monster Rancher 2 (Tecmo/Playstation)

 Erradamente rotulado de ‘imitação de PokemonMonster Rancher era a minha paixão na época que conheci a Internet. Minhas primeiras experiências com comunidades online foram em 2000 nos fóruns sobre esse jogo. Naquela época ainda não existia jogos online para consoles, mas mesmo assim eu já competia transferindo os saves do memory card do Playstation para o computador através do dex drive e enviando para os organizadores dos combates. Pelo menos uma competição eu ganhei. Outra coisa legal do game era que os ‘monstros’ eram criados através dos Cds de PS1, PC e música. Testar minha coleção para saber os monstros que tinha era uma diversão por si só.

3- Street Fighter 2 (Capcom/Arcade)

 Dispensa apresentação. O game de luta de maior sucesso de todos os tempos, que moldou o gênero e dominou os anos 90. Na época eu conhecia um fliper com 13 máquinas, 10 delas eram Street Fighter 2 e todas viviam cheias. Por incrivel que pareça demorou muito para eu zerar o jogo pela primeira vez, o que acabou acontecendo logo com o personagem mais difícil: Zangief (foi no shopping tem Tudo de Madureira, na época que eu estudava no Colégio Lemos de Castro) . Quando foi lançado para o Super Nintendo, fez a mim e milhões de outros fãs adquirir o console da Nintendo. A série amargou anos sem uma continuação decente até  Street Fighter 4.

2- Romance of the Three Kingdoms 3 (Koei/Super Nintendo)

 Romance 2 era um jogo de estratégia muito bom baseado em personagens reais super popularess na cultura chinesa. Sobre eles existem livros, filmes, peças, etc. Alguns chegaram a atingir proporções míticas e são considerados santos. São os mesmos personagens da série Dynasty Warriors, também da Koei.  O fato é que conheci Romance 2 na casa de um amigo antes de ter o Super Nintendo. Quando comprei o SNES até tentei adquirir o 2, mas só consegui o 3. Acabei saindo na vantagem pois era bem melhor e acabei terminando o mesmo jogo 18 vezes. A série, totalmente desconhecida no Brasil, é um grande sucesso até hoje no Japão. Da última vez que ouvi falar já estava na 13ª versão.

1- Final Fantsy Tactics (Squaresoft/Playstation) 

 E o número um da minha lista é aquele que, apesar de não ser um Final Fantasy da série principal, considero o melhor Final Fantasy de todos. FFT é perfeito em todos os aspectos: Ótimo enredo, bem mais sombrio que qualquer um da série principal; personagens multidimensionais e cativantes (Delita, Orlandu, Wiegraf, Gafgarion, Algus); um sistema de batalha viciante e vilões MUITO difíceis (maldito Velius!). Felizmente tive a oportunidade de pegar todos os segredos, personagens e jobs. Um dia ainda pretendo jogar denovo, mas é um projeto que por motivos de tempo devo deixar engavetado por tempo indefinido.

São tantos os jogos marcantes que eu poderia ter feito um Top 20, mas resolvi exercitar minhas habilidades de redação e sintetizei bastante. Faço então menções honrosas a  Age of Empires 2 (Microsoft/PC), Ogre Battle (Quest/Super Nintendo), Soul Edge (Namco/Arcade), Super Mario World (Nintendo/Super Nintendo) e Marvel vs Street Fighter (Capcom/Arcade), entre outros. Quem sabe eu faça uma continuação desse post no futuro?

E VOCÊ, quais são os games da SUA vida?